Alucinação de IA · 2026 · GO · verificado
TJ-GO — 1ª Vara de Planaltina (Cível/Família/Sucessões/Infância)
Detecção pelo ESTILO do texto, sem citação falsa: o vício era a redação de assistente virtual não revisada.
- Resumo
- Juíza identificou inicial feita por IA pelas características da redação (resíduos de template, placeholders e personagem de caso hipotético no lugar do réu) e advertiu o advogado, determinando emenda.
- Processo
- 5050924-97.2026.8.09.0128
- Relator / Julgador
- Juíza Bruna de Oliveira Farias
- Autor da conduta
- Advogado ou parte
- Ferramenta
- IA generativa
- Método
- Inicial de ação reivindicatória com marcas de texto de IA sem revisão: abertura 'Claro, Dr(a). O caso apresentado trata de uma situação clássica...', tom didático, contradição na identificação do réu (o texto referia-se a personagem de caso hipotético de treino), marcação markdown (##, ###) e placeholders '[LOCAL], [DATA]', '[NOME DO ADVOGADO]'. Sem citação fabricada identificada.
- Sanção
- Advertência + emenda em 15 dias sob pena de indeferimento e extinção sem resolução do mérito (arts. 320 e 321 CPC); ofício à OAB-DF com cópia integral da inicial e da decisão; reincidência sujeita aos arts. 77 a 81 do CPC.
- Fundamento
- Arts. 320/321 e 5º c/c 77, I e II, CPC; Recomendação CFOAB 001/2024 (IA como ferramenta de apoio, jamais substituta do raciocínio jurídico).
- Relevância para a Defensoria Pública
- A detecção pelo 'estilo IA' é vetor novo de risco para minutas; o caso é de posse/moradia, área cara à defesa.
Este registro integra o Observatório de Alucinações e Prompt Injection — levantamento independente com curadoria de Ivan Mayer Caron. Confira sempre o inteiro teor antes de citar como precedente. Ver todos os casos →